sexta-feira, 30 de março de 2012

Os Muppets (The Muppets - 2011)


Tentando resgatar antigos fãs e conquistar novos, Os Muppets investe em um visual leve, colorido e divertido. O começo possui tiradas geniais que me arrancaram boas gargalhadas, com o filme flertanto com a metalinguagem e a própria linguagem cinematográfica utilizada em sua feitura. Diante de um primeiro ato primoroso onde o filme não se leva a sério, Os Muppets tropeça e aos poucos parece perder a graça e se torna enfadonho, tendo apenas flashes do que vimos no começo, culminando em um terceiro ato previsível que a Disney sabe fazer como ninguém. Destaque para a irritante Man or Muppet, canção chata e insossa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pecado da Carne (Einayim Petukhoth - 2009)


Homossexualidade em contextos específicos não é nenhuma novidade no cinema, ainda mais quando estamos falando de um contexto religioso. O que me chamou a atenção nesse filme israelense foi a escolha do judaísmo ortodoxo - vertente do judaísmo em que os costumes e rituais devem ser praticados com muito mais vigor. No filme temos um judeu ortodoxo pai de família que se apaixona pelo estudante que contrata para ajudá-lo em seu açougue - metáfora apropriadíssima para o conflito carnal e espiritual que se inicia. O filme não traz nenhuma novidade que nós não tenhamos visto em filmes com temática parecida e senti falta de um pouco mais de ousadia em sua abordagem, mas vale ser visto pela visão da homossexualidade inserida em um contexto tão pontual. Destaque para a atuação contida na medida certa do protagonista, da tradução do título para o português e para a cena final, que entrou para a minha singela listinha de melhores cenas finais de todos os tempos.

sábado, 24 de março de 2012

Beleza Adormecida (Sleeping Beauty - 2011)


Seja pelo título que se refere ao conto de fadas, pelo ícone ali no cantinho superior ou pela beleza de Emily Browning, que mais recentemente acrescentou mais beleza ao já visualmente belo Sucker Punch, de Zack Snyder, não há como resistir. O filme tenta contar a história de Lucy, que acaba de entrar para o mundo da prostituição de luxo. Pena que não são argumentos interessantes aliados a um bom título que fazem bons filmes. Beleza adormecida é um filme oco. Se nas mãos de mestres do cinema como Antonioni o vazio gerou obras de uma profundidade soberba, aqui ele consegue gerar apenas personagens mal desenvolvidos, uma trama pobre e um tédio sem fim. O filme é como uma colagem muito mal feita de fragmentos que insinuam muita coisa, mas não dizem nada. Fizeram tanto esforço para ele parecer profundo, que acabou se tornando uma obra hermética e superficial. Destaque para a última cena, que é de deixar constrangida qualquer pessoa ainda acordada.